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Friday, December 27, 2013

No segundo dia útil de vigência da lei que proíbe o uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus, trens e do Metrô, os passageiros procuravam nesta quinta utilizar fones de ouvido como determina a nova legislação.

O DIÁRIO visitou os terminais de ônibus e do Metrô no Butantã, na Zona Oeste, e não encontrou ninguém infringindo a lei, que prevê até a utilização de força policial para garantir o sossego de quem viaja no transporte público.

A estudante Nathalia Moreira, de 18 anos, era uma das que comemorava a nova regra. “Sempre usei o fone e acho um absurdo as pessoas que impõem a música de baixa qualidade para todo mundo”, disse.

A mesma opinião tem o professor de alemão José Carlos Moreira, 52. “Tem gente que só tem o momento da viagem para dar uma descansada e fica o vizinho do lado com a música no máximo volume. Isso é um desrespeito”, afirmou.

Mari Célia Santos, 41, disse que tudo é uma questão de educação e não deveria existir uma lei específica para isso. “Cada um deve saber o seu limite”, avalia.
Mas de acordo com a estudante Tatiana Euzébio, 18, nem todo mundo sabe que o seu direito termina quando começa o do próximo. “Sempre usei o fone para não ter de ouvir a música do vizinho”, afirmou.

A nova lei não especifica a quem caberá a fiscalização. Apenas indica que o Executivo a regulamentará  no prazo de 90 dias. Segundo a SPTrans, em 2013 ocorreram 308 reclamações referentes à utilização de aparelhos sonoros nos ônibus.

Metrô faz campanha de conscientização há um ano

Um ano depois de adotar a Campanha da Cidadania, com orientação para o uso de fones de ouvido para música em celulares, o Metrô não tem um balanço para saber se a medida deu resultados. Tanto a CPTM quanto o Metrô informaram ter agentes de segurança que circulam nos trens e nas plataformas  orientados a abordar os usuários que descumprirem as normas.

As empresas também emitem avisos por meio do sistema de som nas estações e nas composições.  Sobre a nova lei municipal, sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), o Metrô emitiu nota dizendo que vai aguardar a regulamentação da mesma. “No momento, são realizadas campanhas de conscientização para que os usuários utilizem fone de ouvido e respeitem o bom convívio com os demais passageiros”, afirmou a companhia.

Informações: Rede Bom Dia

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Monday, December 23, 2013

A qualidade do transporte na cidade de São Paulo conta diretamente para a melhoria do meio ambiente. Esse foi o principal tema discutido no evento que ocorreu na última quarta-feira, 18 de dezembro, quando foram anunciados os 395 veículos que agora, são abastecidos com Diesel de Cana. Representantes da SPTrans, João Carlos Fagundes e Pedro Rama, participaram do evento.

"Essa expansão é parte de um plano, que poderá contar nos próximos anos com uma frota de ônibus ainda maior que utilize o combustível renovável, que tem como finalidade diminuir a emissão de gases poluentes e, consequentemente melhorar a qualidade do ar para os paulistanos", disse Fagundes no evento.
Esse biocombustível é totalmente brasileiro e é composto de Diesel de Cana, uma solução renovável, barata, já que não é necessária qualquer alteração ou adaptação nos tanques dos ônibus e o principal, representa a redução de até 82% na emissão dos gases de efeito estufa. Além, da diminuição de aproximadamente 3.800 toneladas de CO2 emitidas na atmosfera, por ano.

A SPTrans já contava com 295 veículos abastecidos com Diesel de Cana, agora são mais 100, esses novos fazem parte da frota de ônibus Viação Santa Brígida, organizadora do evento. Outras viações também utilizam esse combustível e o objetivo é que todas as empresas credenciadas pela SPTrans utilize este método de abastecimento e contribua com a qualidade do ar de São Paulo.

A Ecofrota é formada por todos os veículos que emitem menos ou zero poluentes. Os B20, composto de 20% de biodiesel e 80% de diesel comum; A10, composto por 10% de diesel de cana de açúcar e 90% de diesel comum; Etanol, composto por 100% etanol; e os Trólebus, ônibus elétricos.

Informações: SPTrans








A implantação das faixas de ônibus em São Paulo gerou um ganho, em média, de 38 minutos por dia do tempo de viagem dos passageiros de transporte coletivo, de acordo com levantamento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e divulgado pela prefeitura da capital paulista nesta sexta-feira. 
Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press
O levantamento, de acordo com a CET, levou em consideração as velocidades médias praticadas nas faixas exclusivas, o tempo de deslocamento dos paulistanos dentro dos ônibus e também o impacto da lentidão nas vias - antes e após a implantação das faixas. 

Segundo o levantamento, a velocidade média desenvolvida nas faixas exclusivas teve aumento de 45,1% nas vias segregadas, e passou de 14,4 para 20 quilômetros por hora. A medição foi feita de 28 de novembro a 16 de dezembro. 

Lentidão na cidade
De acordo com a CET, de janeiro a novembro deste ano, a média dos índices máximos de lentidão na capital paulista a 142 quilômetros. No mesmo período de 2012, a medição alcançou 132 quilômetros e, em 2011, 116. Nas vias que receberam faixas exclusivas de ônibus, o trânsito teve uma “acomodação geral”, de acordo com a prefeitura.

Informações: Terra



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Thursday, December 19, 2013

Árvores de Natal, fonte multimídia, ruas inteiras enfeitadas e para completar todo esse clima natalino, o Papai Noel passará pelas ruas paulistanas de ônibus.

Os Ônibus Iluminados, decorados com luzes de LED, irão operar no sistema de transporte nas linhas que circulam pelos pontos turísticos e comerciais da Cidade de São Paulo do dia 20 ao dia 24 de dezembro.

Todos poderão embarcar nesse clima. O Bom Velhinho é quem conduz o ônibus e o valor da passagem é a mesma, R$ 3,00 e pode ser paga com todos os Bilhetes Únicos do sistema.

Para entrar o ano novo com pé direito e trazer boas vibrações os ônibus desejarão um FELIZ 2014 para todos os usuários do transporte, trazendo as felicitações no letreiro de todos os veículos.

Linhas do Ônibus Iluminado
Expresso Tiradentes / Mercado - Sacomã.
175T Metrô Santana - Metrô Jabaquara
175P Metrô Santana - Ana Rosa
106A Metrô Santana - Itaim Bibi
209P Cachoeirinha - Terminal Pinheiros
178A Metrô Santana – Lapa
entre outras

Fotos: Elisa Rodrigues / DP/AIM
Informações: SPTrans





Monday, December 16, 2013

Com uma população de 1,86 milhão de habitantes e mais de 40% dependendo do transporte coletivo, Manaus conta apenas com dois ônibus de duas linhas, os chamados ‘corujões’, circulando na madrugada. Hoje, os ônibus que rodam na capital amazonense saem das garagens às 5h e retornam à 1h.

Entre a 1h e 4h59, os usuários do sistema que necessitam se deslocar pela cidade precisam recorrer aos táxis, mototáxis ou até mesmo aguardar nos terminais o início da circulação.

Nas primeiras horas da manhã, Manaus chega a ter 1,7 mil ônibus, divididos em 240 linhas, em circulação nas ruas. A noite, entre as 20h e 0h, eles ainda são em torno de 900, uma queda de 30%. Mas, a partir daí, cai para duas linhas operando: a 306, que atende o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, e a 640, que sai do Terminal de Integração do Jorge Teixeira (T4), na zona leste, e vão ao Centro pela Avenida Constantino Nery, segundo informações da Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU).

Ainda segundo a SMTU, os últimos ônibus com destino ao Centro saem do Terminal Central, Matriz, as 0h e das linhas alimentadoras (T3, T4 e T5) à 1h. Este mês, por conta das festas natalinas, o horário de circulação será estendido para 1h. “É uma viagem a mais de cada uma das linhas que terão o horário estendido, ou seja, um veículo de cada”, informou a SMTU, em nota.
Quem precisa do serviço acha pouco e reclama. Maria Cristina Rodrigues, 24, trabalha como garçonete no Parque 10, zona centro-sul, e mora no bairro Colônia Terra Nova, na zona norte. Para chegar em casa precisa pegar dois ônibus.

“Não tenho horário certo de sair do trabalho. Se passar das 22h, já fica difícil pegar ônibus. Já aconteceu de chegar no terminal (T3) e já ter passado o último ônibus (034, no caso dela). A opção é esperar o primeiro ônibus, que vai passar lá pelas 5h10, ou pegar uma outra linha e descer bem mais longe de casa, correndo o risco de ser assaltada”, afirmou, explicando que dependendo do horário até ‘lotação’ fica difícil. “Mototáxi de madrugada eu não me arrisco, prefiro dormir no terminal”.

A empregada doméstica Darlene Vasquez da Silva, 45, conta que precisou andar de madrugada pelas ruas do bairros Coroado e São José Operário, zona leste, no dia da formatura do filho. “Quando acabou a cerimônia na escola (no São José) não tinha mais ônibus, tivemos que voltar para casa (Coroado) andando”, contou.

A filha dela, Júliana, de 16 anos, disse que já ficou sozinha durante toda a madrugada em um ponto de ônibus no Centro, após perder a hora em uma festa de despedida da turma de um cursinho pré-vestibular. “O transporte para como se a cidade parasse. Tem muita gente trabalhando ou estudando, mas infelizmente os que precisam de transporte têm que se sujeitar a essa situação”, reclamou.

“A gente nem chega no trabalho e já pensa no transtorno da hora da volta. Ônibus lotado de você não dar conta de respirar”, disse Darlene, que trabalha como empregada em um apartamento no Conjunto Eldorado, zona centro-sul.

Suficiente

Em nota, a SMTU informou que estudos do sistema de transporte coletivo de Manaus mostram que o número de ônibus operando a partir das 22h e de madrugada é suficiente para atender a demanda de passageiros, que mesmo nesta época do ano diminui “consideravelmente”.

Na quarta-feira, das 960 mil passagens registradas pelo sistema de bilhetagem eletrônica do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), 350 mil ocorreram entre às 21h e 24h.

Informações: D24am.com

Thursday, December 12, 2013

Curitiba é uma das seis cidades líderes do Projeto Solutions, desenvolvido pela União Europeia com apoio da Embarq Brasil, organização não governamental de assessoria a agências de transporte coletivo. Foram escolhidas como líderes cidades consideradas modelo na implantação e desenvolvimento de soluções sustentáveis em mobilidade e transporte coletivo.

Além de Curitiba, também fazem parte da lista as cidades de Aalbory (Dinamarca), Barcelona (Espanha), Bremer (Alemanha), Budapeste (Hungria) e Dalian (China). Outras 13 cidades do mundo – entre elas as brasileiras Belo Horizonte (MG) e São José dos Campos (SP) – foram incluídas pelo comprometimento na busca de soluções de mobilidade e sustentabilidade e disposição para compartilhamento de experiências e conhecimentos.
A inscrição de Curitiba no Projeto Solutions foi feita pela URBS em setembro e a aceitação da cidade e sua definição como líder foram confirmadas nesta semana pelos idealizadores do trabalho.

Curitiba foi definida como cidade líder a partir de sua experiência no desenvolvimento de soluções inovadoras no transporte coletivo. A cidade foi escolhida pelo projeto de gerenciamento público dos recursos provenientes e destinados ao transporte coletivo, que  é o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC); o Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE), que gerencia e controla eletronicamente a venda e utilização de passagens, além do monitoramento em tempo real de 100% da frota; integração do transporte (física e temporal); a utilização de tarifa única em toda a Rede Integrada de Transportes (Curitiba e mais 13 municípios vizinhos); e a existência de uma frota, em operação regular, de 30 ônibus híbridos, movidos a eletricidade e combustível. São os Hibribus, que atendem as linhas Interbairros I, Detran/Vicente Machado, Água Verde/Abranches, Jardim Mercês/Guanabara e Juvevê/Água Verde.

Nas próximas semanas a União Europeia vai definir as etapas seguintes do projeto, o que inclui a realização de workshops e criação de um banco de informações e experiências a ser compartilhado por cidades da Europa, Ásia, América Latina e região do Mediterrâneo.

O projeto reúne especialistas e redes de cidades com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimento e impulsionar a adoção e adaptação de soluções sustentáveis para a mobilidade urbana. A atuação será concentrada nos temas transporte público; infraestrutura de transportes; logística da cidade; planejamento integrado e planos de mobilidade urbana sustentável; rede e gestão da mobilidade; e veículos e tecnologias limpas.

As cidades líderes irão fornecer informações sobre as soluções inovadoras e bem sucedidas no transporte urbano que podem ser implementadas em outras cidades que integram o projeto, cadastradas como cidades empreendedoras.

Informações: Urbs
Recifenses e visitantes poderão conhecer os principais pontos turísticos desde o Parque Dona Lindu, na Zona Sul da capital pernambucana, até a Praça do Carmo, em Olinda, na Região Metropolitana, em ônibus de primeiro andar. A expectativa das cidades vizinhas é que o serviço comece a funcionar em abril de 2014. O termo de compromisso foi assinado na manhã desta terça-feira (10), em cerimônia no Centro de Convenções, sede provisória do Governo de Pernambuco.

O custo para a realização do projeto é de R$ 4 milhões. O serviço será operado por uma empresa privada, escolhida após uma chamada pública que será iniciada ainda este mês, até fevereiro do próximo ano. O preço para ir do Dona Lindu até a Praça do Carmo deve ser, em média, de R$ 45, variando de acordo com a idade do passageiro. Passageiros de zero a sete anos não pagarão passagem, quem tiver de 7 a 13 e acima de 60 anos deve pagar R$ 30. A compra das passagens poderá ser feita no próprio ônibus e em pontos como shoppings, hotéis, agências de turismo, terminais marítimo e de ônibus, quiosques e também pela internet.

Os ônibus serão de primeiro andar e terão ar condicionado na parte interna, além de audiodescrição para os deficientes visuais, espaços reservados para os cadeirantes, gestantes, idosos e para acoplar três bicicletas na parte interna. O serviço também contará com tradutores trinlíngues para os idiomas português, inglês e espanhol.

O intervalo de passagem dos seis ônibus que realizarão o percurso será a cada 30 minutos, com isso, o tempo de viagem será de aproximadamente 2h36, funcionando das 9h às 18h. O veículo terá capacidade para 74 pessoas. São 17 passageiros no andar inferior e 57 no andar superior. 

A expectativa é de que o trajeto do ônibus tipo double deck seja integrado às ciclofaixas de já existentes, a futuras estações do projeto de navegabilidade e ao projeto Praia Sem Barreiras. 
Os passageiros poderão pegar o ônibus Recife-Olinda Tour em 24 paradas exclusivas ao longo do trajeto. Saindo de Boa Viagem, deve sair do Dona Lindu, percorrer a Avenida Boa Viagem, passando pelo Marco Zero, Palácio do Campo das Princesas, Shopping Tacaruna e orla de Olinda. No retorno, deve passar pelo Mercado Eufrásio Barbosa, pegar o Parque Treze de Maio, o Forte das Cinco Pontas e terminar o passeio na Avenida Visconde de Jequitinhonha.

Veja abaixo as paradas da Linha Recife-Olinda Tour

1a Parque Dona Lindu

2ª Pracinha de Boa Viagem

3ª Avenida Boa Viagem (próximo ao Hotel Golden Tulip)

4ª Avenida Boa Viagem (próximo ao 2o Jardim)

5ª Avenida Boa Viagem (próximo ao Polo Pina)

6ª Marco Zero

7ª Novo Terminal Marítimo

8ª Forte do Brum

9ª Palácio do Campo das Princesas

10ª Ginásio Pernambucano

11ª Shopping Tacaruna (Avenida Agamenon Magalhães)

12a Fortim do Queijo

13ª. Orla de Olinda (próximo à Rua Dr. Pedro de Assis Rocha)

14ª. Orla de Olinda (próximo ao Projeto Praia Sem Barreiras, em frente à Praça Duque de Caxias)

15ª. Praça do Carmo (Rua Justiniano Gonçalves)

16ª. Mercado Eufrásio Barbosa

17ª. Centro de Convenções de Pernambuco (Avenida Agamenon Magalhães)

18ª. Shopping Tacaruna (Praça General Carlos Pinto)

19ª. Parque 13 de Maio (em frente à Faculdade de Direito)

20ª. Casa da Cultura

21ª. Forte das Cinco Pontas

22ª. Avenida Domingos Ferreira (Bairro do Pina)

23ª. Avenida Domingos Ferreira (próximo à Rua Jack Ayres)

24ª. Avenida Visconde de Jequitinhonha (próximo ao Restaurante Ponteio)

Informações: NE10
Atrair o carro para a conexão intermodal, mais que uma tendência mundial, é uma necessidade. Com uma frota de mais de 600 mil veículos, a capital pernambucana é a terceira metrópole do país com maior tempo de deslocamento casa/trabalho (só perde para São Paulo e Rio de Janeiro). Para diminuir a circulação de veículos motorizados nas zonas mais adensadas das cidades, uma das alternativas é apostar nos estacionamentos periféricos, onde o carro poderá se integrar ao metrô e aos corredores de ônibus.
Uma ideia que o Recife já experimentou na década de 1980, mas que não foi levada adiante. Em Belo Horizonte, o modelo Park & Ride faz parte da estratégia de planejamento urbano para melhorar a mobilidade no município. No caso do Recife, a Secretaria de Mobilidade estuda a instalação de estacionamentos em pontos estratégicos da cidade, mas ainda sem uma logística de integração do carro com o transporte público.

Os 25 terminais de integração do Sistema Estrutural Integrado (SEI) da Região Metropolitana do Recife não oferecem estacionamento para veículos, mas terão bicicletários. “Quanto maior for a intermodalidade, melhor será a qualidade dos deslocamentos”, ressaltou o engenheiro e coordenador regional da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), César Cavalcanti.

A integração do carro, segundo o especialista, é um nicho ainda pouco explorado. “Muita gente usa o carro apenas para trabalhar. Se houvesse a possibilidade de haver essa integração, as chances de atrair o usuário do carro para o transporte público seriam maiores”.

Na década de 1980, no governo de Gustavo Krause, uma experiência que nasceu a partir de um projeto do extinto Geipot inspirava esse tipo de integração. Um deles funcionou no estacionamento Joana Bezerra. Para evitar a ida do carro ao centro, os motoristas deixavam o carro no estacionamento e seguiam em um ônibus de luxo e gratuito para o centro. Outro ponto funcionou na Agamenon Magalhães perto do Torreão.

Segundo o engenheiro e especialista em mobilidade, Maurício Pina, houve, na época, uma forte reação da classe média. “As pessoas queriam ir de carro para o Centro e o governo acabou cedendo às pressões. Havia também uma insatisfação quanto à qualidade dos estacionamentos”, lembrou Pina.

Fazer a integração do carro com o ônibus não seria problema para a bancária Ester Pires, 47 anos. Ela mora em Olinda e trabalha no Centro do Recife, onde tem dificuldades para encontrar vaga para estacionar. “Além de perder muito tempo no trânsito, o custo do estacionamento aqui é alto. Quando não encontro vaga na rua, a diária do estacionamento é de R$ 20. Se tivesse como deixar o carro no Tacaruna e intergrar com uma linha para o centro seria melhor”.

Para o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, os estacionamentos periféricos podem ser estudados. Segundo ele, o projeto dos edifícios-garagem foi suspenso para ser reavaliado. “Essa integração é muito importante. O Recife, de uma certa forma, já teve à frente do seu tempo quando implantou estacionamentos periféricos.Essa iniciativa, hoje, certamente teria tido um olhar mais cuidadoso para funcionar adequadamente”, revelou.

Ainda segundo ele, está sendo feito um levantamento de locais com potencial para esse tipo de investimento. “A ideia dos estacionamentos integrados é uma forma de reduzir os congestionamentos. Vamos precisar de estudos para identificar locais que ofereçam potencial para o investimento”, ponderou.

Soluções usadas em eventos

Criar bolsões de estacionamento aproveitando potenciais existentes para incentivar a integração do carro ao transporte público é uma ideia que, na prática, a cidade já adota em eventos de grande porte, a exemplo do Expresso Folia, no Carnaval, mas isso nunca foi pensado para o dia a dia da cidade.

“A gente pensa em criar bolsões de estacionamento em vários pontos com apoio da iniciativa privada. Há alguns investimentos particulares que vão dispor de estacionamento próprio e poderão servir para esse tipo de integração”, afirmou o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga.

Para ele, a integração poderá ser feita com ônibus circulares ou com o VLT (Veículo Leve sobre Trilho), um projeto da Prefeitura do Recife que ainda aguarda liberação de recursos do governo federal.

Assim como o Carnaval conta com estacionamentos periféricos para integrar o carro ao transporte público, a Copa do Mundo também vai proporcionar a criação de bolsões para quem quiser deixar o carro e seguir de ônibus ou metrô.

A Secretaria da Copa pretende repetir o modelo inaugurado na Copa das Confederações, onde foram instalados bolsões no Shopping Recife e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e já fez um levantamento de outros pontos com potencial para servir de estacionamento. Entre eles, o Parque de Exposição do Cordeiro, a Ceasa e o estacionamento da Justiça Federal, na BR-101.

Por Tânia Passos

Wednesday, December 11, 2013

Apesar das ações da Prefeitura de São Paulo para priorizar o transporte público no espaço urbano, com a implantação somente neste ano de 282 quilômetros e 200 metros de faixas exclusivas até agora, os ônibus municipais perderam passageiros.

A queda foi de 9 milhões 496 mil 386 passageiros na comparação entre o acumulado de janeiro a setembro de 2012 com o mesmo período de 2013. Isso representa uma redução de 4,35% na demanda dos ônibus.

Os dados são disponibilizados pela SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora dos serviços municipais.

No consolidado entre janeiro e setembro de 2012, os ônibus na cidade de São Paulo atenderam 2 bilhões 190 milhões 397 mil 875 passageiros. Em 2013, entre estes meses, passaram pelos ônibus de São Paulo 2 bilhões 180 milhões 901 mil 489 pessoas.

Uma parte dos passageiros migrou para o metrô e outra para o carro.

Os dois cenários são preocupantes do ponto de vista de mobilidade urbana.

O metrô, cuja malha reduzida em São Paulo tem um ritmo de expansão lento diante das necessidades dos passageiros, é um dos mais lotados do mundo. Alguns trechos, em especial da linha 3 Vermelha, estão saturados e as estações sobrecarregadas.

Mais passageiros no metrô no atual quadro do sistema, pode significar comprometimento de conforto. É interessante o aumento do número de pessoas nos modais metroferroviários desde que a oferta da malha e também de viagem nas linhas já existentes acompanhem este ritmo.

As cidades hoje não têm como objetivo principal a transferência de passageiros do transporte público para outro meio de transporte público.

O alvo é diminuir o número de pessoas que se deslocam de carro no cotidiano.

E, até o momento, apesar dos inegáveis ganhos no tempo de viagem, que chegam a cerca de 50% para quem já é passageiro, os ônibus em São Paulo ainda não conseguem atrair quem se desloca por transporte individual em número significativo.

Com as faixas, algumas pessoas deixaram o carro em casa, mas ainda é pouco diante do crescimento acumulado da frota de automóveis em São Paulo.

De acordo com dados do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, referentes a setembro, a frota de veículos na cidade de São Paulo continua crescendo e chegou a 6 milhões 585 mil 559. Deste total, 4 milhões 940 mil 944 são carros de passeio.

O poder público municipal espera que com o aumento de velocidade dos ônibus e mais confiabilidade no sistema com a construção de 150 quilômetros de corredores, que são diferentes de faixas, o transporte público se torne mais atraente.

Corredores do tipo BRT – Bus Rapid Transit – são considerados por especialistas a solução mais adequada para qualificar e tornar os serviços de ônibus mais atraentes.

Os corredores possuem algumas características não comuns nas faixas de ônibus:

- Separação total do tráfego dos demais veículos. Normalmente à esquerda ou no meio das vias, os corredores registram menos invasões e possuem uma quantidade bem menor ou inexistente de gargalos. Nos cruzamento, há sinalizações, como a implantada na Linha Verde em Curitiba, que controlam os semáforos dando prioridade à passagem dos ônibus.

- Acessibilidade e conforto: os corredores do tipo BRT possuem estações e não pontos. Estas estações são dotadas de elevadores e rampas permitindo com que o embarque e o desembarque sejam feitos em plataformas que ficam no mesmo nível do assoalho dos ônibus, dispensando os degraus nos veículos. As estações também oferecem abrigo melhor para a espera do ônibus e podem também contar com painéis que informam as linhas que servem o local, além da previsão da chegada do ônibus, por sistema de GPS na frota. O pré-embarque também é outra característica das estações de BRT. Trata-se do pagamento antecipado da passagem por cartão eletrônico. Isso faz com que a entrada no ônibus seja mais rápida e permite que os veículos não possuam catracas, caso só sirvam o corredor, aumentando o espaço interno para os passageiros.

- uso de veículos maiores e com mais tecnologia: Por serem espaços só para os ônibus, os corredores do tipo BRT permitem a aplicação de ônibus de maior porte, com mais capacidade de transporte, como os articulados de 18 metros de comprimento, superarticulados de 23 metros e biarticulados de 28 metros. Cada veículo deste pode transportar entre 160 e 270 passageiros sem superlotação. Além disso, os corredores contam com pavimento especial para ônibus, veículos de maior peso. Este pavimento desgasta e danifica menos o veículo na comparação com o asfalto comum, onde é comum o surgimento de buracos, ondulações e valetas por onde trafegam os ônibus. Oferecendo melhor estrutura de operação, é possível cobrar do empresário a colocação de veículos melhores, com gerenciamento eletrônico, computadores de bordo e motor traseiro ou central que oferecem mais conforto para os passageiros e motoristas. Câmbio automático ou automatizado, reduzindo os trancos típicos das trocas de marchas, e suspensão pneumática são itens que podem ser usados com mais facilidade em pavimento de melhor qualidade.

por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


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